Uma das perguntas que mais aparece quando alguém começa a pesquisar travessia dos Lençóis é:
“Tá, mas quanto custa fazer esse trekking?”
E aí vem o choque: você joga no Google e encontra de tudo.
Gente dizendo que fez barato “na raça”, roteiro de agência genérica com valor suspeito de tão baixo, pacote premium que parece viagem pra outro país.
A verdade é que não existe um preço único.
Mas existe, sim, um jeito inteligente de entender o que entra na conta e como não economizar onde não deve.
É disso que a gente vai falar aqui.
Primeiro: o que é “modo trekking” na travessia dos Lençóis?
Vamos combinar o vocabulário:
Quando a gente fala em “travessia dos Lençóis em modo trekking”, estamos falando de:
- atravessar o parque a pé, em vários dias;
- dormir em vilas nativas (redário) e, em alguns roteiros, camping nas dunas;
- caminhar por dunas, lagoas, restingas, cruzar rios e, em alguns casos, combinar com trechos de caiaque;
- viver um roteiro com distâncias diárias, e não só passeio bate e volta.
É bem diferente de vir só pra:
- passeio de 4×4,
- subir numa duna,
- tirar meia dúzia de fotos e voltar pro hotel.
Aqui estamos falando de experiência de expedição, não de passeio de 2 horas.
Os 5 grandes blocos de custo da travessia dos Lençóis
Independente de você fazer por conta ou com agência, tem cinco coisas que sempre entram na conta:
- Chegar até a região dos Lençóis
- Transportes internos
- Hospedagem (antes, durante e depois da travessia)
- Alimentação
- Guias / operação / logística
Vamos abrir cada um.
1. Chegar até os Lençóis
Aqui entra tudo que te tira de casa e te coloca em São Luís (a porta de entrada mais comum):
- passagem aérea ou terrestre até São Luís;
- deslocamento São Luís → Barreirinhas / Santo Amaro / Tutóia, dependendo de onde começa sua travessia.
Esse custo varia demais de acordo com:
- de onde você sai do Brasil;
- antecedência da compra;
- época (feriado x baixa temporada).
Não tem milagre: passagem é sempre uma parte importante do orçamento.
Mas ela é independente da travessia – você pagaria isso indo de qualquer forma pros Lençóis.
2. Transportes internos (dentro do roteiro)
Na travessia dos Lençóis, dificilmente você vai escapar desses itens:
- Van ou carro de turismo entre São Luís e Barreirinhas / Santo Amaro
- Barco (voadeira) pelo Rio Preguiças, quando o roteiro inclui saída por Barreirinhas / Atins
- Carro 4×4 em alguns trechos específicos (acesso à cidade base, retorno pós-travessia, apoio logístico)
Quando você faz por conta, precisa negociar cada trecho separadamente.
Quando vem com uma empresa como a Lençóis Outdoor, essa parte normalmente já está inclusa no pacote da travessia, especialmente nos roteiros completos tipo Trekking Imersão / Travessias 2026.
Aqui é onde muita gente se engana:
vê um preço baixo de “travessia” e descobre depois que metade dos transportes não está incluída.
Quando soma tudo, saiu mais caro ou igual a uma operação mais competa.
3. Hospedagem: antes, durante e depois
Você tem três momentos:
- Antes da travessia
- Pelo menos uma noite na cidade base: Barreirinhas, Atins ou Santo Amaro (dependendo do roteiro).
- Pelo menos uma noite na cidade base: Barreirinhas, Atins ou Santo Amaro (dependendo do roteiro).
- Durante a travessia
- Redário em casas de famílias nas vilas (Baixa Grande, Queimada, Betânia…)
- Em alguns roteiros, camping estruturado nas dunas, com barraca, isolante, etc.
- Redário em casas de famílias nas vilas (Baixa Grande, Queimada, Betânia…)
- Depois da travessia
- Pelo menos uma noite pra descanso / organização / retorno.
- Pelo menos uma noite pra descanso / organização / retorno.
Em modo independente, você mesmo:
- combina valor com as famílias nas vilas;
- vê pousada/hospedagem por conta nas cidades base.
Com agência local, normalmente isso já vem:
- organizado (você sabe onde vai dormir cada dia);
- incluído num pacote só;
- alinhado com a realidade atual das comunidades (quem está recebendo grupo, quem não está).
Cortar demais neste item geralmente significa:
- dormir em lugares improvisados ou sem estrutura mínima;
- apertar demais o roteiro pra “economizar noite”, o que deixa a travessia mais pesada e menos prazerosa.
4. Alimentação
Na travessia dos Lençóis, a comida é simples, mas essencial:
- café da manhã (tapioca, cuscuz, ovos, frutas, café, etc.);
- almoço e jantar à base de arroz, feijão, macarrão, verduras e proteínas (frango, peixe, carne, às vezes frutos do mar);
- lanches de trilha (barra de cereal, castanha, frutas, etc.).
Se você fizer tudo por conta, precisa:
- negociar refeição em cada vila;
- levar seus próprios lanches;
- torcer pra tudo dar certo no timing (chegar tarde e não ter mais comida pronta, por exemplo).
Com uma operação organizada, essa parte vira energia e prazer, não preocupação:
- a alimentação do trekking normalmente já está dentro do pacote,
- você só precisa cuidar de lanchinhos extras pessoais, se quiser algo específico.
Economizar demais aqui é uma má ideia:
comer mal na travessia significa render menos, sofrer mais e aproveitar menos cada trecho.
5. Guias, operação e logística (o custo invisível, mas mais importante)
Esse é o ponto que muita gente não vê:
- planejar rota e tempo de cada trecho;
- ajustar travessia à realidade daquele ano (onde tem lagoa, onde secou, qual vila está estruturada para receber grupo);
- cuidar de segurança, primeiros socorros, ritmo do grupo;
- resolver pepino silenciosamente (transporte que atrasou, barco que quebrou, recurso que não chegou na vila).

Tudo isso tem custo de:
- gente (guia, operação, suporte);
- tempo (planejar, testar, ajustar);
- responsabilidade (segurar o rojão quando dá ruim).
Na travessia independente, você “economiza” porque não está pagando esse serviço – assume no peito.
Na travessia com empresa, especialmente empresa local, está pagando pra:
- ter esse bastidor funcionando;
- focar na experiência, não no caos.
É aqui que se separa preço barato de bom valor.
Tá, mas então… quanto custa na prática?
Em vez de jogar número solto, vale pensar assim:
Travessia por conta
- Você pode, sim, montar uma travessia dos Lençóis bem “roots” gastando menos em pacote e mais em energia, tempo e improviso.
- Vai depender da sua habilidade de negociar, planejar, gerenciar risco, e de quanto conforto/segurança você está disposto(a) a abrir mão.
Faz sentido pra quem:
- já tem experiência forte em trekking;
- gosta desse estilo “faça você mesmo”;
- tem tempo pra ficar mais dias se algo não sair como planejado.
Travessia com agência (especialmente local)
- O valor normalmente inclui:
- guias,
- logística principal,
- hospedagem da travessia,
- transportes internos principais,
- parte ou toda alimentação durante o trekking.
- guias,
- O pacote fica mais caro do que “pagar só redário e comida na vila por conta própria”, mas você recebe uma experiência muito mais estruturada e segura.
Faz sentido pra quem:
- está na primeira ou segunda grande travessia;
- não quer carregar o peso de resolver tudo sozinho(a);
- quer uma experiência profunda, mas com suporte.
Onde faz sentido economizar (e onde NÃO faz)
Pode economizar um pouco em:
- tipo de hospedagem antes/depois (pousada mais simples vs hotel mais caro);
- lembrancinhas, passeios extras fora da travessia;
- excesso de equipamento (não precisa comprar meio mundo de coisa nova).
NÃO é inteligente economizar em:
- guia e operação (pagar barato demais e depois descobrir que não há estrutura de segurança);
- transporte interno duvidoso (carro sem autorização, barco sem estrutura mínima, etc.);
- alimentação durante o trekking (cortar demais = passar fome = comprometer saúde e experiência).
Na travessia, o barato que mexe com segurança e estrutura mínima sai caro.
Como não jogar dinheiro fora na travessia dos Lençóis
Resumo prático:
- Saiba o que está incluído no valor que estão te oferecendo
- Tem transporte interno?
- Tem alimentação durante a travessia?
- Tem hospedagem nas vilas? Camping?
- Tem guia local ou só “acompanhante”?
- Tem transporte interno?
- Pergunte sobre o bastidor
- Quem são os guias?
- A empresa é local ou só revende o trekking de alguém?
- Como eles decidem rota, vilas, horários?
- Quem são os guias?
- Compare além do número final
- Às vezes, um pacote aparentemente mais caro está incluindo tudo o que você teria que pagar separado no outro.
- Às vezes, um pacote aparentemente mais caro está incluindo tudo o que você teria que pagar separado no outro.
- Veja se a proposta faz sentido pro seu momento
- Se é sua primeira travessia ou primeira vez em ambiente remoto, não faz sentido escolher só pelo menor preço.
- Se é sua primeira travessia ou primeira vez em ambiente remoto, não faz sentido escolher só pelo menor preço.
E a Lençóis Outdoor nessa história?
A Lençóis Outdoor trabalha com roteiros de travessia como o Trekking Imersão e as Travessias nos Lençóis 2026, que já incluem:
- operação com equipe local;
- logística principal dos trajetos;
- hospedagem durante a travessia (vilas e, quando previsto, camping);
- alimentação durante o trekking;
- suporte desde o pré (orientação, checklist, dúvidas) até o pós-viagem.
Você pode achar opções mais baratas, sempre vai ter.
A pergunta boa é:
“Esse valor faz sentido pro que está incluso?
E eu me sinto seguro(a) em confiar essa travessia à mão dessa equipe?”
Se a resposta for sim, aí o preço deixa de ser só número e vira investimento na experiência que você quer viver.
Próximo passo
Se você está planejando sua travessia dos Lençóis e ainda está perdido(a) nos valores, faz assim:
- Define uma janela de data (meses de viagem).
- Calcula uma faixa de orçamento total pro projeto (passagem + travessia + dias extras).
- Fala com a Lençóis Outdoor, manda seu perfil (solo, casal, grupo, condicionamento, tempo disponível) e deixa a gente montar a opção de travessia que cabe na sua realidade — sem prometer o mais barato, mas buscando sempre o melhor custo-benefício.
